sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Capítulo 10 - Vishi!


Milena

Terminava de colocar agora a última bagagem no carro de Niall, Vicky despediu-se de mim meio chorosa. Rafa apenas deu um tchau sem vida, que vaca! Duda, apesar de me conhecer a um dia, também ficou triste e deu-me um abraço apertado. Inara foi a que mais chorou, dei um beijo em sua testa. Thiago, apesar de eu trata-lo muito mal, mesmo assim despediu-se de mim e desculpou-se por aquela situação. Talvez Vicky estivesse certa, talvez Thiago não fosse tão mal assim.
Dei um último aceno com a cabeça e entrei no carro. O motorista deu partida na limusine. Niall me encarava ainda sem uma explicação.
- Lucas descobriu sobre nós, na verdade, todos descobriram sobre nós – despenquei logo as palavras de uma vez. Niall me fitou e fez um gesto de entendimento. – O que eu faço agora?
- Simples, vem morar no apartamento comigo, quer dizer, se você não se importar com aqueles idiotas... – ele disse e eu ri.
- Eles não são idiotas – afirmei e Niall arqueou suas sobrancelhas. – Tá, talvez um pouquinho, mas eu não me importo, afinal eles fazem parte da sua família, eu que sou a intrusa.
- Você fazia parte da minha família bem antes deles chegarem – encarou-me serio.
- Eu sei, mas...
- Mas nada, está decidido, você fica conosco e ponto final – interrompeu-me falando como um empresário importantíssimo. Deu-me um ataque de risos. – Hey, o que é? – ele ficou meio sem jeito.
- Nada, só que, você é um idiota.
- Como assim idiota garota? Eu sou o rei da idiotice – Niall falou fazendo uma voz engraçada e ri mais ainda. Ele pôs se a rir comigo.

Harry

Estava largado no sofá do apartamento, não parava de pensar no encontro que teria com Duda, aquela garota tinha uma essência diferente, sei que isso soou tosco, mas era difícil de explicar. Ela não era como as outras que garotas que se convenciam facilmente, ela era durona e até brincalhona... Harry, foco! Você não precisa de mais uma garota para partir o seu coração.
- Zaza! – ouvi uma voz esganiçada entrando pelo o apartamento. Olhei para ver quem era. Era Perrie.
- O Zaza foi toma banhinho... – imitei a voz dela. Ela me olhou com incredulidade.
- Ah, você está ai – ela disse com desprezo.
- Não estou lá naquela coisa de braços abertos do Brasil, não tá vendo não? – disse sarcástico.
- Aquela coisa se chama “Cristo redentor” meu querido, não estudou não? – irritou-me com aquela voz esganiçada.
- A loira aqui é você, não eu – murmurei baixinho, mas percebi que ela ouviu. Perrie saiu batendo o pé da sala e foi para, provavelmente, o quarto de Zayn. – Aquela coisa se chama “Cristo Redentor”... – imitei a voz dela baixo. Perrie era a garota mais “pé no saco” que eu conhecia, não sei como Zayn aguentava ela.
Liam entrou pela sala de cabeça baixa. Ele sentou-se no outro sofá que tinha, pois eu estava ocupando o maior totalmente.
- O que foi Liam? – perguntei.
- Nada – tive que me esforçar pra ouvi-lo.
- Desembuche – eu disse.
Ele abriu a boca para falar, mas seu celular foi mais rápido e apitou. Ele parecia ter recebido um torpedo, então do nada sua expressão mudou para felicidade. Vai saber o que se passa na cabeça dessas pessoas... Ele levantou-se apressado do sofá e pareceu ter ido tomar um banho. Eu mereço, a gente tenta ajudar e em troca recebe o desprezo das pessoas. Fiz um “Tsc tsc” em reprovação.
- Perrie, chega com esse ciúmes possessivo! – gritava Zayn do quarto. “Oba, finalmente algo interessante” pensei comigo. O som das vozes deles vinha se aproximando, até que eles estavam na sala discutindo.
- Não é ciúmes, é só preocupação – ela irritou-se.
- Não quero saber, estou cheio de você.
- Tá terminando comigo? – Perrie fingiu estar chorando.
- Para de drama, só estou dando um tempo pra minha cabeça.
- Você é um grosso! – ela gritou e em seguida saiu fechando a porta com força.
- Pensei que ela não ia embora nunca – confessei.
- Ah, você está...
- É eu estou – cortei-o.
- Não sei mais o que faço com ela, já estou cansado desse ciúmes possessivo.
- Simples, seja como eu – disse óbvio.
- Um safado barato e destruidor de corações? Acho que não... – ele rejeitou ironicamente.
- Saia comigo hoje e você vai ver que não é tão ruim assim... – insisti ignorando a fala anterior.
- Sei não Harry...
- Vamos, a Duda vai e talvez ela leve alguma amiga...
- Ok – ele se convenceu.
Nossa atenção passou para Niall e Milena entrando pelo apartamento com um monte de bagagens. O rosto de Niall estava vermelho e cheio de suor. Milena estava arfando e desmontou no sofá em que Liam estava sentado poucos minutos atrás.
- Nós fomos despejados ou algo assim? – perguntei para Niall.
- Não, por quê?
- Porque parece que um grupo de garotas vai se mudar pra cá – expliquei olhando para as bagagens.
- Garotas, não – corrigiu-me.
- AAAAAAAAAAAAAH, VAI ME DIZER QUE O THE WANTED VAI SE MUDAR PRA CÁ TAMBÉM? – Zayn irritou-se já preparando pra pegar uma faca.
- Não é nada disso idiota, só a Milena que vai se mudar pra cá.
- Assim fico mais tranquilo – falou Zayn todo calmo de novo. – Não pera, você disse que uma garota vai se mudar pra cá?
- É Zayn.
- Niall, cinco garotos e uma garota, acho que não vai dar muito certo... – protestou Zayn.
- Bom, da minha parte eu não garanto nada... – eu disse malicioso.
- Harry, você é nojento – falou Milena.
- Milena vai ficar aqui e ponto final – estressou-se Niall.
Ninguém mais tocou no assunto, seria interessante ter uma garota morando conosco, afinal nós devíamos isso a ela. Ela deve ter sofrido bastante quando Niall se transformou em um garotinho metido a besta. Depois de alguns segundos em silêncio, Louis chegou com Eleanor e, claro, com uma cenoura na mão.
- Milena! – ele gritou indo abraça-la.
- Louis e... Cenoura? Jura? Menino você tem que parar com esse vício – repreendeu Milena.
- Eu digo a mesma coisa – suspirou Eleanor. – Ah, desculpe a falta de educação, não fomos apresentadas ainda... Eleanor, namorada de Louis.
- Milena, namorada ahn... Namorada de Niall – ela deu uma hesitada mais prosseguiu.
A campainha soou e eu resolvi atender, assim que abri a porta vejo Danielle em minha frente loira e totalmente de cabelos lisos.
- Ei Dani. Entra ai – convidei-a.
- Obrigada Harry.
Ela adentrou a porta e levou um choque quando viu que havia várias pessoas na sala.
- Reunião – expliquei.
- Ah.
- Liam está no quarto dele, pode ir lá – assegurei-a.
- Obrigada.
Oba, mais barracos, Liam gosta agora de Vicky e Dani aparece magicamente do nada, adoro barraco.

Liam

Estava escolhendo uma roupa adequada para encontra Vicky, realmente queria que ela ficasse comigo, então tinha que impressionar. Resolvi por uma camiseta xadrez. Droga, Liam. Xadrez não, você tem que impressionar. Escolhi uma camiseta cinza que ficava colada ao corpo, totalmente perfeita para a situação, ela veria meus músculos e meu tanquinho. Meu Deus, pareci o Harry com esses pensamentos... Fui interrompido por alguém batendo a porta de meu quarto.
- Entra.
Danielle apareceu pela porta totalmente diferente, com os cabelos loiros e lisos, pensei que ela estava namorando um cara feioso pra caramba... O que ela fazia aqui?
- Oi Liam... – ela se interrompeu olhando para a camiseta cinza que eu usava. – Uau! – ela deixou escapar.
- Ahn, oi Dani. Tudo bem? – falei toscamente.
- Ficaria melhor se você voltasse comigo...
- Peraí, quem terminou comigo foi você – acusei-a.
- Eu sei, foi um erro, estou arrependida, por favor – ela implorava. – Me perdoa?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Capítulo 9 - Consequência.


Niall

Milena dormia como um anjo na cama, eu acariciava suas costas nuas, brincava com os fios de seu cabelo. Finalmente a tinha para mim, finalmente ela se entregara para mim. Fiquei mais alguns segundos observando-a dormir, depois me levantei e fui preparar um café da manhã especialmente a ela.
Milena

Acordei em um quarto diferente, olhei para o chão minhas roupas e de Niall estavam espalhadas. “Oh Deus, por quê?”, pensei comigo mesma. Olhei para o outro lado da cama, estava vazia. Tentei me lembrar da noite passada, lentamente alguns pedaços de minha memória ia retornando.

Flashback on

Niall e eu nos beijávamos pela primeira vez intensamente, seu antebraço ainda me segurava gentilmente pela cintura. Fomos caminhando desajeitadamente e beijando-nos ao mesmo tempo a casa de sua avó. Entramos pela porta dos fundos, paramos de nos beijar por falta de ar, ele subiu as escadas correndo me puxando. Entramos num quarto que parecia ser de hóspede, Niall me puxou de novo para um beijo mais intenso, deitamo-nos na cama, aí a coisa ficou séria.
- Tem certeza? – ele perguntou.
- Sim, tenho certeza que é você quem eu amo.
- Então eu estou perdoado? – fiz que sim com a cabeça. – Eu amo você.
- Eu amo você. – repeti e ele me beijou novamente.
Nossos corpos ficavam tão sincronizados juntos. Ele me encheu de beijinho no pescoço, que me deixou totalmente arrepiada. Tirei sua camisa num movimento rápido, até que ele estava com o corpo definido. Vendo minha reação, ele me fez ficar sentada para abrir o zíper do meu vestido, depois o tirou cuidadosamente e jogou ao chão. Ele analisou meus seios e murmurou algo do tipo “Nada mal”.
- Nada mal?
- É você ficou... Ahn... Mais...
- Bonita?
- Eu diria gostosa, mas também serve bonita.  – eu sorri e ele voltou a me beijar.
O senti tirando sua calça, fiquei meio nervosa nessa hora, pois finalmente iriamos nos entregar um ao outro. Percebendo minha reação, ele afagou meu cabelo num gesto de que tudo iria ficar bem. Quando nós dois estávamos nus, ele me olhou com dúvida, apenas falei para ele prosseguir com aquilo logo. No inicio senti uma dor suportável, mas bem dolorosa. Niall pareceu ter ficado com medo, pois ele ia se afastando, mas o puxei para mim e ele sorriu prosseguindo com aquilo. Ao decorrer ia amenizando a dor, pude sentir que já estávamos chegando perto do orgasmo. Quando finalmente ocorreu ele deitou-se ao meu lado arfando e suando.
- Eu te amo. – ele disse
- Eu também te amo. – eu disse. Só lembro-me de ter me aninhado em seu peito e ter adormecido.

Flashback off

Agora onde estava Niall? Será se tinha se arrependido e ido embora? Minha cabeça estava martelando, olhei para a porta aberta e me deparo com Niall entrando pelo quarto com uma bandeja de café da manhã e só de cueca “Oh Deus, que tenso” pensei. Eu estava completamente nua, a não ser o lençol que me cobria, mas estava totalmente nua.
- Bom dia. – disse com um sorriso enorme.
- Bom dia, que horas são? – perguntei sonolenta.
- Ahn... – disse consultando seu celular. – 11h45min. – putz, tinha dormido tanto assim? Olhei para a bandeja, como Niall não sabia cozinhar, ele preparou sanduíche de presunto e queijo, e um suco de laranja.
Nós dois comemos em silêncio, ele não parava de me olhar. Agora não fazia a mínima ideia do que fazer e nem por onde começar.  Sentia-me culpada por ter feito isso com Lucas, imagina se ele descobrisse, estava totalmente ferrada.  Mas ao mesmo tempo me sentia feliz por ter feito aquilo com quem eu amava. Terminamos o café e ficamos em silêncio.
- E agora, como nós ficamos? – Niall fez a pergunta que eu estava querendo evitar.
- Eu não sei. – respondi sincera. – Fizemos isso sem pensar nas consequências.
- Que consequências?
- O Lucas, agora que fizemos isso eu não sei o que fazer.
- Simples, termina com ele.
- Não é tão simples assim.
- Ei pequena, relaxa. Vai dar tudo certo, você é minha agora, eu te amo isso basta.
- Eu sei, mas estou com medo. – disse abraçando-o.
- Se você quiser eu falo com ele. – tranquilizou-me afagando meu cabelo.
- Obrigada de verdade, mas isso é uma coisa que tenho que resolver sozinha.
- Tem certeza?
- Sim. – disse beijando-o. – Se você não se importa, vou tomar um banho.
- Claro que me importo, eu quero tomar banho com você.
- Niall... – comecei.
- Eu quero e ponto. – teimou.
- Ok, mas sem gracinha ouviu?
- Ok. – disse dando seu sorriso que eu amava.

Rafaela

Havia acordado cedo, Milena não dormiu no quarto. Com certeza deveria ter transado com esse garoto misterioso que a Vicky mencionou. Lucas me aguardava no andar de baixo.
- Cadê a Milena? – perguntou impaciente.
- Não sei, ela não dormiu aqui.
- Como?
- Ela. Não. Dormiu. Aqui. – repeti pausadamente. – Por acaso você tá surdo? – me arrependi no mesmo segundo de ter falado aquilo. Ele segurou meu braço com força, e estava machucando de verdade. – Você tá me machucando.
- Mas é pra machucar mesmo. Você faz alguma ideia de onde ela passou a noite?
- Com um garoto do passado dela, provavelmente. Ela ainda o ama e deve ter transado com ele pelas suas costas, queridinho. – debochei. Ele me deu um tapa no rosto, com certeza iria ficar marcado.
- Continua, na próxima não vai ser um tapa, vai ser uma coisa pior que você teme muito. – ameaçou-me. – Vou sair para procura-la e você vai comigo. – disse puxando-me para o carro.
 Precisava contar para Milena tudo sobre esse cretino.

Victória

Acordei e vi que Rafa já havia levantado, que estranho. Inara e Duda dormiam profundamente como anjinhos diabólicos, ok pirei. Parei para pensar porque havia contado a Liam que havia perdido minha virgindade, eu o mal conhecia, mas sentia que podia confiar nele, e agora ele confessou que me ama. Eu mereço.
Não havia percebido que Duda havia acordado. Agora ela estava com uma cara horrenda de sono e deitada na minha cama.
- Bom dia. – disse bocejando e com a voz rouca.
- Bom dia. – falei normalmente para não transparecer a tensão em que eu estava.
- Sonhei com o Harry. – ela desembuchou logo.
- Sonhou?
- É sonhei, o garoto irritante viu. Sonhei que estávamos em show de rock e ele começou a me irritar com aquelas coisas perversas que ele diz. Aí eu o xingava e ele me elogiava, era irritante aquilo. Depois só sei que nos beijamos e acordei.
- Agora entendi porque você está com cara de cú. – ela mostrou o dedo. – Ele me convidou pra sair e eu... Ahn... Eu aceitei.
- Quando?
- No Starbucks quando você fingiu que estava passando mal. – acusou-me.
- Ah ok, mas eu quero que você tome cuidado com ele Duda. Harry pode ser um cara legal, engraçado e divertido, mas não é flor que se cheire. Ele pega geral.
- Tô ligada, mas mesmo assim aceitei pra curtir com a cara dele.
- É você não muda mesmo, hein? – perguntei.
Ela deu risada.
Fomos interrompidas por Milena chegando de fininho no quarto. Quando viu que estávamos acordadas, ela soltou um suspiro grande e longo. Já me preparava para sair do quarto, mas ela foi mais rápida e começou a falar.
- Olha Vicky, eu sei que está com raiva de mim e tudo o mais, queria que você me desculpasse, agora eu entendo o que você sentiu quando... Ahn... Transou com Thiago. – ela disse.
- Você transou com Niall? – perguntei. Ela assentiu com a cabeça. Naquele momento esqueci toda mágoa e raiva que sentia dela, e pulei nela sufocando-a. – Finalmente sua boba. – eu disse. – Agora conte pra gente tudo nos mínimos detalhes. – ela sentou e obedeceu.

Milena

Depois de contar tudo em mínimos detalhes, elas pararam de me encher.
- E aí, alguma novidade? – perguntei.
- Descobri que o Liam me ama.
- Ah isso eu já sabia.
- Como é que é?
- Eu que o encorajei para falar com você.
- Você sabia e não me contou nada.
- Eu ia contar, mas aí você brigou comigo e tal.
- Mesmo assim.
- Ih, relaxa. Você disse que ama o Thiago mesmo, então sem estresse.
- Eu tô em dúvida agora, porque eu meio que o beijei por impulso ontem.
- Oh My God! – foi tudo o que consegui dizer.
- Pois é, estou em choque ainda.
Rafaela entrou pelo quarto e assim que olhou pra mim, fez tipo um olhar “Eu não queria estar na sua pele” e logo em seguida veio Lucas.
- Posso saber onde você passou a noite.
- Eu...
- Ela ligou pra mim ontem avisando que não poderia passar a noite aqui, pois o carro do avô dela tinha quebrado, ai ela dormiu por lá mesmo. Desculpe, me esqueci de te avisar. – me acobertou Vicky.
- Mentira, pois acabei de falar com seu avô por telefone, ele está nesse exato momento na Irlanda. Ele disse que a viu ontem sim, mas por um breve momento e depois disse que você ficou jantando com o Niall. – ele acusou-me.
- Como conseguiu o telefone do meu avô? – perguntei calma.
- Isso não interessa, acontece que você transou com aquele desgraçado, mas não transou comigo! – gritou.
- Sim Lucas, eu transei com o Niall sim, era isso que você queria ouvir?! – gritei no mesmo tom. Seu rosto tomou um tom de vermelho, se Thiago não tivesse entrado pelo quarto e o segurado, acho que teria me espancado. Lucas havia se tornado outra pessoa.
- Thiago ou é ela ou sou eu, você decide. – de certo saberia que Thiago me escolheria em vez dele, mas não queria causar mais sofrimento a Lucas, toda essa raiva era frustação por eu não ter dado aquilo que ele queria, meu amor. Thiago abriu a boca para responder, mas o interrompi.
- Eu saio, não quero ficar aqui mais nenhum minuto. – disse saindo do quarto. Enquanto eu saía, Lucas murmurou algo do tipo “Sua puta”, apenas saí sem olha-lo. Peguei meu celular e disquei o número de Niall rapidamente. No primeiro toque ele atendeu. – Niall. – disse já começando a chorar. – Preciso de você aqui. – eu disse e as lágrimas escorreram de meus olhos.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Capítulo 8 - Encontros.


Milena

Quando estávamos perto de chegar ao nosso destino, Niall tapou os meus olhos com a mão. Assim que o motorista finalmente parou, saímos do carro.
– Cuidado, calçada. – alertou-me em meu ouvido. Aquilo me deixou arrepiada da cabeça aos pés. Subi com cuidado na calçada, ele ainda tapava meus olhos. – Está pronta para o baque? – perguntou-me com um tom de entusiasmo na voz.
– Sim. – respondi. Então ele destapou meus olhos. Estávamos na frente de um asilo. Minha reação foi tipo assim: “Nossa! Que lindo, um asilo para um encontro de amigos. Velho, acho que vou ali me matar e não volto”. Niall percebendo minha reação ficou com a expressão preocupada.
– Não gostou. – concluiu não era uma pergunta, mas mesmo assim respondi.
– Só acho baixaria tentar me reconquistar com velhinhos indefesos. – seu sorriso metido lindo que eu amava, se abriu.
– Já ouviu aquele velho ditado? “Não julgue um livro pela capa”. – recitou ele.
– Ah entendi, então isso não é um asilo por fora, mas é uma boate de strip-tease por dentro? – perguntei sarcástica.
– Você não mudou nada. – ele falou e em seguida me puxou para dentro. O que eu podia fazer? Tive que entrar. “Oh maldita hora que aceitei sair com Niall”, pensei.

Vicky

Cheguei à casa de Ian, não havia ninguém na sala. Thiago ainda me acompanhava como uma sombra.
– Se quiser ir com aquele cretino, pode ir. – falei com uma voz cansada.
– Tem certeza? – perguntou-me.
– Sim.
Ele sumiu para fora. Procurei de novo ela pela sala “Será se tinha ido embora? Acho que não, ela poderia estar lá em cima”, pensei comigo. Subi a escada de dois em dois degraus. A porta do quarto estava entreaberta, fiquei com anseio de abrir, não queria me deparar com Milena novamente. Enquanto estava perdida em meus pensamentos, Duda pulou na porta.
– E aí sua vaca, cê some e não volta mais não?
– Puta que pariu, não me assusta assim “véi”. – gritei. Ela pulou em cima de mim, quase me matando. – Bom ter você aqui. – sorri para ela.
– Então... – disse deitando-se na cama. – Me conta os babados.
Como pedido, contei tudo a ela, sobre o que eu achava do Lucas, da minha briga com a Milena, sobre eu ter perdido a virgindade e até sobre a banda. Ela me ouviu pacientemente, em algumas coisas ela fazia careta, outras ela ria. Simplesmente sentia muita falta da Duda.
– Como está seu irmão? – perguntei mudando de assunto.
– O mesmo de sempre, continua um gato, mais um marrento também... Ah ele vai se casar ano que vem. – fiquei perplexa. – É quando ele me contou, reagi do mesmo jeito. Tipo aquele vagabundo desencalhou e eu continuo a “Missolteira”. – nós duas rimos.
– Vai ficar por quanto tempo em Londres?
– Sei lá, só sei que não quero voltar pro Brasil tão cedo... Minha mãe e meu pai estão um cú. – disse fazendo um buraco com o dedo. – Quanto mais eu conseguir me afastar deles, melhor.
– Fica aqui hospedada comigo? Diz que sim, por favor. Você pode ficar o tempo que quiser, só que você terá de achar algum trabalho... Nós pretendemos sair daqui o mais rápido possível.
– Tem certeza? – me perguntou com dúvida.
– Claro, por favor! – ela soltou um longo suspiro.
– Ok. – ela disse. Pulei em cima dela quase a sufocando.

Niall

Estávamos aguardando na recepção, Milena continuava brava. Mas se ela soubesse o que eu estava aprontando... Depois de uns 3min esperando, a mulher veio nos chamar e disse que já podíamos entrar.
– Está pronta? – perguntei.
– Tô né, fazer o que. – resmungou. Peguei em sua mão, ela pareceu ficar desconfortável.
– Ei, calma. Só vou te guiar até nosso destino. – senti seus músculos relaxarem um pouco.
Caminhamos em um longo corredor branco com bastantes luzes, depois de alguns quartos chegamos à cozinha. Que alívio! Sentir cheiro de comida era tão bom. Seu rosto tinha um ponto de interrogação. Ia abrir a boca para explicar, mas fui interrompido.
– Querida, você veio. – disse o avô dela abrindo os braços. Ela me olhou com surpresa, eu sorri.
– Vovô! – ela falou indo abraça-lo.

Milena

Ele continuava o mesmo: cabelos brancos, seu corpo não era a de um velho pelancudo (sem ofensa), seu corpo continuava forte e saudável, estava com seu velho sorriso no rosto.
– Você espichou em. – disse com sotaque irlandês.
– É espichei. – todos rimos. – Mas o que o senhor faz aqui?
– Niall queria fazer uma surpresa a ti, então vim para fazermos igual aos velhos tempos...
– Fazer pizza. – completei.
– Eba! Vamos logo com isso, meu estômago está pedindo pizza. – animou-se Niall. Estava realmente impressionada, ele havia mudado mesmo, trazer o meu avô aqui, foi brilhante.
Colocamos os aventais, a cozinha estava reservada para nós.
– Mas por que um asilo? – indaguei.
– Porque eu venho uma vez por semana para Londres, aí eu sirvo as pizzas para os idosos. É uma campanha que eu e Niall fazemos. – explicou. Olhei com desconfiança para Niall, ele sorriu. Parecia sincero. – Agora vamos fazer pizza!
– WOW! – gritou Niall.

Liam

Eu e Harry estávamos indo ao Starbucks, estávamos com vontade de comer fora, sorte que Niall saiu. Espero que ele e a Milena se acertem. Quando entramos, vi uma pessoa inconfundível de costas, com certeza era Vicky. Estava acompanhada de outra garota que não reconheci. Caminhei até atrás dela e fiz um “Bú!”.
– Cacete! – ela gritou, assim que me viu ela se acalmou. – Oi Liam, o que acontece com essas pessoas que querem nos assustar? – olhei confuso, ela balançou a cabeça como se dissesse “Deixa para lá!”. – Essa é Duda, minha, ahn... Minha prima para todos os defeitos.
– Então é verdade, você conhece a banda mesmo. – pareceu acreditar em Vicky. Estendi a mão, ela me cumprimentou educadamente.
– Este é Harry. – apresentei a Duda. Em vez de Harry cumprimenta-la, ele lançou seu famoso olhar pervertido. Dei um belisco disfarçado em seu braço, ele me encarou de cara feia.
– Vocês querem se sentar conosco? – perguntou Vicky.
– Claro! – respondeu Harry. Acabei cedendo e sentei-me também. – Então Duda, o que a trás a Londres? – perguntou Harry.
– Um avião, de ônibus deve ser mais demorado sabe... – respondeu irônica. Eu e Vicky reprimimos uma risada.
– Puxa! Primeira ou segunda classe? – disse no mesmo tom.
– Na verdade, terceira. – não aguentamos e acabamos rindo.
Senti Vicky me chutando por debaixo da mesa, ela fez sinal para o celular. Acho que o meu estava no silencioso, pois ela havia mandado uma mensagem.
“Vamos sair daq? Pintou um clima, haha.”
“Ok, mas que desculpa vamos dar?”
“Deixa comigo.”
– Gente eu não tô me sentindo muito bem, Liam será se você podia me acompanhar até lá fora para eu tomar um ar? – fingiu tossindo e fazendo cara de enjoo.
– Quer que eu vá com você prima? – perguntou Duda.
– Não, pode deixar que eu a acompanho, já voltamos já. – disse passando meu braço pela cintura de Vicky, fingindo ajuda-la. Tive uma sensação boa tocando-a. Quando passamos porta afora, ela se soltou.
– Ai, ai. Desse jeito a Duda desencalha rapidinho.
– Pode ser que sim ou não, depende se o Harry abrir mão de muitas por uma só. – eu disse. Ela assentiu. Sentamo-nos num banco perto do Starbucks. O olhar de Vicky estava triste, algo havia ocorrido com ela, tinha certeza. – Ei, o que foi Vicky?
Ela hesitou e dispôs a falar:
– Perdi minha virgindade com Thiago e briguei com a Milena. – só tinha ouvido a parte da virgindade.
– P-p-perdeu? – perguntei trêmulo.
– Sim, segui o seu conselho e queria te agradecer, ele não me abandonou como eu esperava que fosse. – senti meu rosto esquentar. Eu era um idiota, seu eu tivesse ficado quieto nada disso teria acontecido. – Liam, você está bem?
– Sim. – menti. – E sobre Milena?
– Brigamos porque ela disse que eu estou vulnerável agora por ter feito isso, ai que eu quebrei o pau com ela, disse tudo que estava entalado em minha garganta.
– Nossa, que barra. – disse fingindo me preocupar. – Você não devia ter feito isso. – escapou de minha boca.
– E por que não?
– Por que... – hesitei, mas estava farto de esconder o que eu estava sentindo. – Sei que só faz um dia que nos conhecemos, mas eu gosto de você.
Ela soltou um suspiro. Levantei-me do banco e fui embora, com certeza estava parecendo um babaca agora. Agora sim que ela se afastaria de mim.
– Liam! – ouvi-a gritar. Virei-me para encará-la, ela corria em minha direção. – Você... Diz que... Gosta de mim... E sai andando... Desse jeito...? – perguntou-me ofegante. Fiz que sim com a cabeça. – Pois não devia. – ela disse e atirou em meus braços beijando-me. Seus lábios eram tão suaves, seus movimentos eram graciosos. Ficamos ali por longos segundos. – Aimeudeus, o que eu fiz?
– Vicky espera. Ninguém precisa saber do nosso beijo, sei que você ama o seu namorado e não a mim. Desculpe-me por isso. – disse cabisbaixo.
– Liam, não faz assim. – disse chateada. – Eu estou confusa, não é fácil descobrir que um cara gostoso, romântico e lindo gosta de você. – eu ri.
– Eu sou gostoso, romântico e lindo? – perguntei.
–Você não faz ideia. – respondeu.
– Então pensa, assim que colocar sua cabeça no lugar, conversamos de novo. – disse dando um selinho nela.
– Ok. – disse virando-se pra entrar no Starbucks. – Você não vem?
– Não, diga ao Harry que já fui. – virei-me para ir embora. Uma súbita onda de pânico percorreu meu corpo, eu não gostava dela, virei-me. – Hey! – ela virou. – Eu acho que...
– O que? – gritou ela.
– Eu acho que eu te amo. – gritei.

Milena

Depois de comermos a pizza (Niall praticamente devorou tudo) meu avô teve que ir embora. Então ficamos eu e Niall.
– Estava deliciosa. – disse para quebrar o silêncio. Ele apenas concordou com a cabeça. – Niall tudo bem? – perguntei.
– Vem comigo? – disse.
– Sim, mas aonde?
– Vem. – disse puxando-me.
Passamos pelo corredor iluminado novamente, Niall despediu-se da recepcionista, agora estávamos lá fora. O carro não estava nos esperando.
– Aonde vamos? – perguntei. – E a pé?
– Não é muito longe.
Ele me puxou pela mão, andamos por alguns metros e chegamos a uma grade. Ele puxou um buraco que estava aberto para passarmos.
– Não vou roubar nada. – sussurrei. Ele soltou um riso.
Continuamos andando e então me deparei com algo realmente lindo. Era um parque, como o de meu sonho, com o mesmo balanço e as folhas no chão.
– Você tem permissão pra entrar aqui? – perguntei.
– Calma, aqui é o jardim da minha avó, ela não está aqui hoje. – disse apontando para uma grande casa que estava atrás de nós.
– O que viemos fazer aqui?
– Tenho que te contar algo.
– O que? – perguntei.
– Eu sonhei com você. – meu estômago gelou. – Não sei por qual motivo, mas estávamos no jardim de minha avó. – ele disse, “será se tivemos o mesmo sonho?” pensei. – Estávamos sentados no balanço com nossos dedos entrelaçados. – continuou. – Eu disse que amava você e...
– Eu não acreditei. – completei, seus olhos ficaram curiosos.
– Como sabe?
– Eu tive o mesmo sonho com você. – ele me estudou por alguns minutos.
– Sabe acho que o que dizem sobre acordar na melhor parte do sonho é verdade.
– Mas o destino espera que nós acordemos para realizar a outra parte. – ele soltou um sorriso.
– Anda vendo facebook demais em pequena. – disse aproximando-se de mim, agora ele fazia igual ao sonho. Passou seu antebraço pela minha cintura gentilmente puxando-me para com ele, nossos lábios estavam a centímetros de distância. Meu celular começou a tocar “Rock me”, ele arqueou uma de suas sobrancelhas. Soltei um sorriso.
Senti que ele ia se afastar de mim, mas permaneci em seus braços.
– Que se dane o celular, ele sempre interrompe nos filmes, mas isso não é um filme. – disse, e o beijei. Ele me puxou mais para perto. Agora estávamos nos beijando. Doce e rudemente.

Capítulo 7 - Briga.


Milena

Niall e eu, estávamos em um parque, com as folhas de outono brincando sobre nossos pés. Estávamos sentados nos balanços que havia no parque, seus dedos estavam entrelaçados com os meus. Era absolutamente perfeito, as folhas, nossas mãos e nossos olhares concentrados um no outro.
– Eu amo você. – ele dizia-me com sinceridade. Senti meu rosto corar, pois eu o amava também.
– Não, você não me ama. – neguei com convicção. – Você só sente culpa pelo que fez no passado e veio reparar este erro. Mas eu não, eu amo você de verdade. – desabafei. Ele acariciou as maçãs de meu rosto com leveza.
– Eu amo você. – ele repetiu novamente com o mesmo tom de sinceridade da outra fala, só que mais intenso.
– Eu amo você. – eu disse com lágrimas brotando em meus olhos.
Ele se soltou de minha mão, no modo que fez nós dois sairmos do balanço e nossos olhares se concentrarem novamente. Passou seu antebraço gentilmente por minha cintura, num ato que fez nossos corpos se encontrarem. Agora nossos lábios estavam a centímetros de distância e...
Abri os olhos, era um sonho. Apenas um sonho maravilhosamente ótimo. “Oh Deus, por quê?” pensei comigo mesma irritada. Estava em meu quarto, Rafa e Vicky já haviam levantado. Na verdade a cama de Vicky estava exatamente como ontem, intocável. Obviamente ela não dormiu no quarto... O que será que ela estava aprontando?
Vesti um short e uma regata qualquer, prendi meu cabelo em um coque e desci para o andar de baixo. Todos estavam reunidos na cozinha comendo waffles. Que cretinos! Nem me chamaram. Meu estômago deu um ronco demorado, obviamente queria dizer “Hora de atacar!”. Entrei na cozinha, todos conversavam alegremente. Peguei meu prato de waffles que estava sobre o balcão e juntei-me a mesa com eles.
– Bom dia, preguiçosa. – disse Lucas.
– Bom dia. – resmunguei.
– O que foi?
– Vocês nem me acordam para comer, não gostei.
– Você mesma disse que se a acordássemos novamente, iria me matar. – interveio Rafa.
– Mesmo assim. – disse mostrando a língua. Dava garfadas rápidas, pois estava faminta. Só depois me lembrei de que Lucas havia chegado tarde. – Hey mocinho. – sussurrei virando-me para Lucas – Onde vocês dois estavam, posso saber? – perguntei no mesmo tom.
– Depois, preguiçosa. Depois... – sussurrou em resposta.
Após o café da manhã, os meninos foram para fora curtir a piscina. Eu subi para o andar de cima, onde as meninas agora estavam. Adentrei o quarto e elas conversavam cautelosamente.
– Qual é o babado? – perguntei deitando-me a cama com elas.
– Muitos... – respondeu Inara.
– Ah, Rafa o que foi aquilo?
– Aquilo o que? – Vicky e Inara perguntaram confusas.
– Ah nada, é que eu transei com Harry ontem...
– O que? – perguntaram chocadas.
– Eu. Transei. Com. O. Harry. Ontem. – disse pausadamente.
– Você sabe que ele ouviu o que você falou né? – alertei-a. Ela deu de ombros.
– Ah, eu também transei com Zayn. – ela disse como se fosse uma coisa normal.
– Que? – dessa vez também fiquei em choque.
– Quer que eu de os detalhes...
– Não. – interrompi-a.
– Foi praticamente o mesmo que fiz com Harry, montei em cima do meu cavalinho. – soltei uma risada pervertida.
– Rafaela, você é uma puta. – falava Vicky.
– Eu sei.
– Aliás Vicky, onde você passou a noite? – perguntei a ela.
– Acho que isso só diz respeito a mim.

Victória

Milena lançou-me um olhar mortífero, continuei sustentando este olhar. Ficamos assim por longos segundos.
– Ah Vicky, conta. – insistia Milena.
– Contar o que? Que nunca mais eu perderei minha virgindade? – deixei escapar de propósito.
– Você perdeu sua virgindade? – perguntaram-me as três curiosas. Fiz que sim com a cabeça.
– Mas com quem? – interveio Milena.
– Com quem? Oras, com Thiago ué. – respondi.
Lembrava-me de cada detalhe daquela noite. Cada toque, carícia e palavras... Foi com certeza uma das melhores da minha vida.
“Havia chegado do jantar cansada. Tirei meus saltos, meu pé estava doendo. Subi ao andar de cima nas pontas dos pés, e em vez de ir ao meu quarto, fui ao final do corredor. Abri a porta e lá estava Thiago deitado assistindo a TV, assim que bateu os olhos em mim, desligou a TV rapidamente. Adentrei o quarto trancando a porta, caminhei em sua direção e aninhei-me na cama junto com ele. Sem entender nada Thiago apenas assentia me olhando.
– Onde você estava? – perguntei cautelosamente.
– Lucas pediu-me um favor para ir a uma boate de Strip. – respondeu meio nervoso. O fitei sem nenhuma fúria.
– Fazer o que lá? – perguntei calma.
– Este é o problema, Lucas anda muito misterioso ultimamente... Ele pediu para eu ficar de vigia no carro para ver se nenhuma de vocês chegava. Só que Lucas demorou demais, ai resolvi vir embora e aqui estou eu. – explicou-me.
– Então o deixou lá? – surpreendi-me.
– Sim, ele deve estar lá provavelmente.
– Então você vai ficar sozinho está noite aqui. – conclui, falando mais para mim do que para ele.
– Bom, não se você dormir aqui comigo. – o fitei. – De conchinha. – tentou reparar.
– Sabe Thi, andei pensando bastante e...
– Por favor, não diga que vai terminar comigo. – seu olhar era suplicante.
– Não, claro que não. – senti seu corpo aliviar a tensão.
– Então o que foi?
– Andei pensando bastante e acho que eu quero ter você para mim esta noite. – seus olhos iluminaram-se.
– Tem certeza? Porque eu não irei te largar, esta noite também a quero para mim. – alertou-me. Fiz que sim com a cabeça.
– Eu amo você, não me restam mais dúvidas. – eu lhe disse.
– Eu amo você, minha linda.
Passei minhas mãos pela sua nuca, puxando-o para um beijo, seus lábios estavam relaxados e prazerosos. Ele entrelaçou sua mão em meus cabelos em um gesto de carinho. Seu peito estava nu, sentia vontade mostrar que ele era meu. Ele se pôs em cima de mim e pude, finalmente, arranhar suas costas, mas não com brutalidade, com desejo. Seus beijos ficavam a cada vez mais intensos e gostosos. Era uma boa sensação tê-lo comigo. Ele tirou, finalmente, meu vestido. Não me senti envergonhada por ficar exposta aos seus olhos. Aquilo afirmava mais ainda o que eu sentia, eu pertencia a ele esta noite. Assim que parou de me beijar, ele olhou nos meus olhos e pude ver o que ele sentia... Paixão, desejo, vontade de me possuir.
– Você. Tem. Noção. De. Quanto. Tempo. Eu. Esperei. Por. Este. Dia? – perguntou-me pausadamente a cada intervalo de beijos que dávamos.
– Esta noite. – o corrigi. Ele sorriu e voltou a me deixar sem fôlego.
Continuamos a trocar aquelas carícias até o momento que meu animal interior despertou. Tirei sua calça num movimento só, ele entendeu o que eu queria. Então, debruçado sobre mim, tirou minha calcinha devagar, e eu a sua cueca. Agora nossas partes estavam expostas um ao outro.
– Tem certeza? – perguntou-me.
– Tenho. – respondi com convicção.
Pude sentir meu corpo arfando de dor, ele parou e me olhou como se tivesse feito algo errado.
– Você está bem? – preocupou-se.
– Sim, continue. – pedi arfando.
Ele continuou e senti mais dor ainda, pus seus lábios aos meus, e nos beijamos rudemente. Não era uma dor ruim, era uma dor prazerosa. Conforme ele penetrava, a dor ia sumindo. Aquilo me encheu de prazer e desejo. Percebi seu sorriso largo sob nossos beijos. Virei-o para a cama, assumindo a posição em cima dele agora, debrucei-me sobre seu corpo e mandei ver, digamos assim. Se quiséssemos, poderíamos ficar a noite inteira assim. Nos amando daquele jeito. Eu fui dele por aquela noite...”
– Vicky! – interrompeu-me Milena do meu flashback com ele.
– O que?
– O que você acha que os meninos estavam fazendo ontem?
– Pergunte ao seu namorado, ele não te conta tudo? – falei e ela deu uma risada sarcástica.
– Como se o seu contasse... Você cometeu um grande erro por se entregar a ele... Sabe Vicky, você não vê, mas ele não presta, é um metidinho arrogante que nos trouxe aqui para se aproveitar de você e agora que ele conseguiu, você está vulnerável... – dizia com repulsa. Senti meu rosto esquentar, já estava cheia de guardar a raiva que sentia. Levantei-me da cama exaltada.
– Sabe o que eu acho? – explodi. – Você fica ai falando dele, mas não dá a mínima para o que o seu namorado apronta. – gritei. – Vem me dá lição de moral sobre o meu namorado? Faça-me o favor né! Você namora com Lucas há dois anos, e nunca transou com ele. E eu namoro o meu há um ano, e o amo, não tive medo de expressar isso. – parei para respirar. – E sabe qual é o seu problema? Você deixou quem ama você de verdade, por causa do seu orgulho. Ele pode ter errado no passado sim, mas e você? Você continua com esse narizinho em pé. Você sim me dá nojo. Ah quer saber? Vão para puta que pariu, já estou cansada dessa palhaçada... Você e o Lucas se merecem. – sai do quarto bufando e correndo para fora. Thiago percebendo minha reação correu para ver se eu estava bem.
– O que foi meu amor?
– Preciso que me tire daqui, por favor. – pedi e ele assentiu sem fazer pergunta alguma.
Milena

Estava em choque, não acreditava que Vicky sentia nojo de mim. Não fazia a mínima ideia que ela pensava aquilo sobre mim. Sentei-me na cama com dificuldade.
– Ela... M-me odeia... – foi o que consegui dizer.
– Não, ela está nervosa, falou isso tudo da boca pra fora. – tentou me acalmar Rafa.
– É, relaxa, a Vicky não estava raciocinando direito. – dizia Inara.
– Ela disse que sente nojo de mim. – eu disse.
– Não a Vicky ama você. Vocês são como Mãe e filha, terno e gravata-borboleta, tênis e chulé e...
– Eu já entendi. – interrompi Rafa.
– De qualquer modo, ela vai se acalmar e você poderá conversar com calma.
– Inara, e se ela não quiser falar comigo mais?
– E se nada! Pense positivo, ela vai falar com você. – garantiu-me.
– Não quero parecer grossa nem nada do tipo, mas eu e a Inara tínhamos combinado de ir ao shopping... Você vem conosco? – perguntou Rafa.
– Não eu vou ficar aqui... – respondi.
– Tem certeza? Não quer que a gente fique com você? – perguntou Inara.
– Não, vão lá e divirtam-se.
– Ok. – Inara me deu um beijo na testa e sumiu com Rafa.
Não estava acreditando naquilo, eu simplesmente era uma trouxa, eu a magoei e muito. Eu era um monstro. Senti lágrimas brotarem de meus olhos. Mas se quisesse que Vicky me perdoasse, não poderia ficar chorando. Levantei-me, enxuguei as lágrimas e desci correndo as escadas para o andar de baixo. Estava indo para fora quando me deparei com uma garota sentada no sofá. Seu estilo era impressionante.
– Olá, você é mais alguém da família do Thiago que eu não conheço? – ela pulou do sofá assustada.
– Caralho! Nunca mais me assuste desse jeito! – dizia ela. – Desculpe, sou Duda. – estendeu a mão para mim.
– Sou Milena. – apertei sua mão.
– Ah, então é você a famosa Milena? – perguntou sentando no sofá novamente.
– Desculpa, mas eu te conheço da onde?
– Sou prima da Vicky, tecnicamente falando.
– Tecnicamente falando? – perguntei confusa.
– É tipo assim... Eu sou prima do ex-namorado dela sabe? – assenti. – Então a gente meio que manteve contato, nós nos consideramos primas. – fiz uma expressão que havia entendido.
– Ah legal, mas ela não está.
– Eu sei, liguei pro celular dela, e adivinha? Aquela vaca me mandou esperar... – resmungou de cara feia. – Mas mudando de assunto, o que você tem? Parece que levou porrada na cara.
– Ah, dormi demais. – menti.
– Ô desculpinha mais sem noção.
– Estava chorando. – desabafei.
– Por quê?
– Eu magoei a Vicky, e agora ela disse que tem nojo de mim.
– Ah normal, ela sempre faz isso, vai ver ela falou da boca pra fora...
– Eu conheço Vicky há bastante tempo, a gente vive brigando e discutindo, mas nunca foi desse jeito... Pareceu bem sério quando ela disse isso pra mim.
– A Vicky, pode ser teimosa, orgulhosa, estressada e até bipolar... Mais ela tem sentimentos, e aposto que daqui a pouco vocês duas vão estar se lambendo. – ela conseguiu arrancar uma risada de mim.
– Obrigada, estou me sentindo um pouco melhor.
Ficamos um bom tempo tagarelando e discutindo sobre bandas, ela era uma ótima pessoa para conversar. Fomos interrompidas pelo meu celular apitando. Era Niall.
“Então, passo para te pegar ai às 16h. Com amor, Sr. Potato.”
Ele me fez rir, putz! Era 15h, aimeudeus eu levo no mínimo 2 horas pra me arrumar.
– O que foi?
– Tenho que ir ao... Hm... Lugar, e estou atrasada.
– Que horas?
– 16h.
– Menina do céu, levanta essa busanfa daí e sobe logo, eu te ajudo.
Subi correndo e entrei no banheiro para tomar banho. Enquanto levava o cabelo, Duda fuçava em meu guarda-roupa.
– Qual é a ocasião? – gritou.
– Encontro de amigos!
Depois que saí do banheiro ela já havia escolhido uma roupa para mim, com certeza iria ficar muito linda. Passei uns 30min arrumando o cabelo e fazendo a maquiagem. Enfim fiquei pronta, olhei-me no espelho e estava com a roupa ideal para encontrar Niall.
– Você tá parecendo um cupcake. – fiz cara de que não entendia nada. – Você parece bem apetitosa... Gostosa menina! Cê tá gostosa, com certeza vai conseguir fisga o seu “amigo”. – fez aspas com os dedos. Ouvi o barulho de um carro buzinando.
– Obrigada Duda. – disse pegando minha bolsa e descendo correndo.
Havia um “Citroen c4 Pallas” preto esperando por mim na calçada, o motorista abriu a porta de trás para mim. Entrei e lá estava Niall, lindo como sempre.
– Você está...
– Linda. É eu sei, você não para de falar isso.
– Na verdade eu ia falar incrível, mas tudo bem. – mostrei a língua a ele.
– Bom aonde vamos?
– É uma surpresa.

Capítulo 6 - Jantar.


Rafaela

Era umas 16h40min, Vicky e Milena estavam deitadas no sofá conversando, era o momento ideal para sair de fininho. Fui ao andar de cima, tentando me recordar do quarto dos meninos, caminhei até o final do corredor e abri a ultima porta. Temendo de que fosse pega, olhei para trás certificando-me que não havia ninguém, quando obtive certeza entrei no quarto. Lucas estava esparramado em sua cama, Thiago deveria estar tomando banho. Assim que Lucas me viu, levantou em um salto.
– Você é louca? – sussurrava-me irritado.
– Preciso falar com você. – sussurrei em resposta.
– Diga logo, antes que Thiago saia do banho.
– Não sei se posso continuar guardando o seu segredo, é errado. – fui direta ao ponto.
– Não esqueça que tenho você em minhas mãos, se você contar algo, você também se ferra comigo, portanto, fique na sua. – não podia fazer nada, apenas assenti com a cabeça. – Agora vaza daqui, antes que alguém comece a suspeitar de algo. – eu já ia me virando para sair quando ele pôs sua mão em meu ombro. – Fique de olho nela. – assenti e saí.
Quando já estava longe o bastante do quarto, sentei-me no corredor e pus-me a chorar, não aguentava mais tudo aquilo, não podia alimentar aquela mentira por muito tempo. Precisava de ajuda e era isso que eu tinha de fazer, bolar um plano e achar alguém para me ajudar. Enxuguei as lágrimas de meu rosto. Ouvi passos de alguém subindo a escada. Levantei-me rapidamente e tranquei-me no banheiro.
– Rafa! – era a voz de Vicky.

Victória

– Rafa! – repeti. Mas em resposta veio só o silêncio. Odiava quando ela sumia, só que agora era diferente, aquela vaca sumia frequentemente. Quando a encontrar, daria um “haduken” nela, que coisa.
Fui até o quarto de Thi, precisava falar com ele. Bati na porta e ninguém respondeu. “Mas o que acontece com esses filhos de umas boas mães, que não tira o rabo da cama pra vir abrir a porta?” pensei. “Depois que eu entro sem bater, eles reclamam. Oh vida infeliz que eu tenho!”.
– É a Vicky, seus cretinos! – gritei. Rapidamente Lucas abriu a porta para mim.
– Qual é a senha? – deu seu sorrisinho irônico.
– Vaza da minha frente, quero falar com o meu namorado. – disse impaciente.
– Está errada, você tem mais uma chance.
– A senha é um murro na sua cara se não me deixar entrar agora! – perdi o controle.
– Tá bravinha tá? – provocou-me. Ai que perdi o controle mesmo, dei um chute no seu saco. Ele fez um careta de dor e ficou de joelhos.
– Eu avisei. – disse entrando pelo quarto. Thiago estava com uma bermuda e sem camisa, já o tinha visto sem camisa antes, mas não pude deixar de escapar um “Uau!”, ele sorriu.
– Viu o que dá provocar a “Tempestade” aqui? – disse ele para Lucas. Lucas apenas saiu do quarto bufando, provavelmente inventaria calúnias a meu respeito para Milena. – Vem cá. – disse me puxando e me beijando, ele tirava o fôlego, “Meu Deus!” pensei comigo. Ele pegou-me no colo, passando minhas pernas pela sua cintura, ia deitando-me na cama, por um momento achei que cederia ao desejo dele.
–Thiago... Por... Favor... – disse arfando. Depois de recuperar o fôlego sentei-me na cama e o fiz olhar-me. – Sabe que eu também quero, mas agora não é o momento.
– E quando será Vicky? Você sempre inventa a mesma desculpa. Diga logo se você me ama ou não. – desabafou.
– Eu amo você, você sabe que tive um relacionamento complicado e toda vez que tentamos fazer “isso”, o mesmo pensamento vem a minha cabeça...
– E qual pensamento é esse? – perguntou-me com cautela.
– Que depois de conseguir o que quer, irá me rejeitar. Inara me contou que se surpreendeu por você finalmente se “amarrar” com alguém. Ela me disse que antigamente você pegava um monte de garotas e isso só alimentou mais ainda meu medo.
– Se eu me amarrei com você, é porque você significa algo muito importante para mim, não acha?
– Eu sei, mas é complicado...
– Não precisa se sentir obrigada a nada ok? – assenti – Agora vem cá. – disse e abraçou-me, deitamos na cama e ficamos abraçados.

Milena

– Essa sua amiga é um amor de pessoa. – disse-me Lucas sarcástico.
– O que foi dessa vez? – perguntei.
– Eu estava brincando com ela e como ela não sabe brincar, me agrediu de novo. – bufou.
– Já te avisei para não provocá-la.
– Vai ficar defendendo ela?
– Vem cá logo. – ele obedeceu e deitou sua cabeça em meu colo. Ele praticamente ocupou todo o sofá. Inclinei-me para lhe dar um beijo, ele passou sua mão sobre minha nuca, puxando-me para mais um beijo sem fôlego, se nossos celulares não tivessem apitado, acho que ficaríamos ali por um bom tempo.
Peguei meu celular e havia recebido uma mensagem de um número que eu desconhecia. Era Niall falando o lugar e o horário para o jantar, rapidamente apaguei a mensagem, quem sabe Lucas se esqueceria dessa loucura e ficássemos em casa.
– Olha o carinha lá do estúdio mandou a mensagem, é para a gente estar lá às 19h... – disse consultando seu relógio de pulso. – Putz! Já é 17h, estamos atrasados. – o olhei com incredulidade.
– É para estarmos lá às 19h. – eu disse.
– Vocês meninas levam uma eternidade pra se arrumar. – dei um peteleco em sua orelha. – Ai! – reclamou. – Mas é verdade. Agora vai lá se arrumar.
Levantei irritada, além de ir naquele jantar idiota, fui chamado de lerda. Muita coisa pra uma cabeça só.

***

Já era 18h30m e estávamos todas prontas, VickyRafa e Inara estavam realmente divinas. Olhei-me no espelho pela última vez e vi uma pessoa totalmente linda (sim, eu sei, que convencida).
– Meninas, vamos já estamos atrasados! – gritou Lucas lá de baixo. Apenas revirei os olhos.
Descemos e vimos que Thiago e Lucas estavam vestidos casualmente, com um jeans, tênis e uma camisa. Revirei os olhos de novo.
– Estamos indo para um jantar, não para uma pizzaria. – repreendi-os.
– Tanto faz, agora vamos. – falou Lucas.
Motorista de Ian nos aguardava lá fora. Depois de uns 3min, já estávamos todos dentro da limusine (é eu sei, que chique). Ao decorrer da viagem, Lucas recebeu um torpedo, sua expressão mudou para preocupada, a de Thiago também. Mas ignorei, devia ser coisas idiotas de garotos. Depois de uns longos minutos, chegamos ao tal edifício. Já estávamos descendo, quando reparei que os Lucas e Thiago ainda permaneciam dentro do carro.
– Vocês não vêm? – perguntei.
– Olha gatinha, sei que disse que iria ficar contigo essa noite, mas surgiu um imprevisto, juro que se não fosse importante, nós... – apontou para Thiago. – Com certeza ficaríamos.
– Então deixe todas nós em casa. – exigi.
– Não, por favor, fiquem e não estraguem sua noite por causa de nós. Se divirtam.
– Tem certeza? – desta vez era Vicky quem perguntava.
– Sim. – respondeu Thiago por Lucas.
– Ok, vamos meninas. – falava Rafa.
Depois de a limusine virar a esquina, entramos no edifício. Vicky informou lá na recepção que havíamos chegado e a recepcionista nos mandou ir ao sexto andar. Quando já estávamos lá em cima, Niall nos aguardava na porta do apartamento...
...Fiquei em choque. Rafaela parecia ter engolido aquelas arminhas de choque. Estava elétrica, quase pulou em cima de Niall. Inara não demonstrou muito interesse, mas mesmo assim o cumprimentou. Vicky olhou-me para se certificar de que eu estava bem. Apenas assenti, eu fui à última a cumprimentar Niall.
– Você está linda. – elogiou-me.
– E você continua sendo um cachorro. – disse e entrei. Pude sentir que ele havia soltado um sorriso.
– Milena! Há quanto tempo baixinha! – gritou Louis. Revirei os olhos.
– Eu não sou baixinha. – mostrei a língua. Ele riu.
– Quer uma cenoura? – perguntou-me comendo uma cenoura.
– Não, pelo visto não perdeu essa mania ainda né? – ele riu novamente.
– Perai, para tudo! – falou Rafa. – Vocês já se conhecem? – puta merda, teria de contar toda a história a Rafaela.
– Nossa, há muito tempo e... – calei Louis com um olhar de “Se você continuar falando, eu mato você”, ele voltou a comer sua cenoura.
– E o quê? – exigiu saber Rafa
– Depois eu te conto, longa história. – ela já ia começar a disparar um monte de perguntas, mas a calei com um olhar mortífero. – Agora não. – sussurrei em seu ouvido.
Percebi que Harry não tirava os olhos de Rafaela, ela aproveitou e começou a provoca-lo levantando a bainha do vestido, inclinando-se para baixo para mostrar o decote, via que Harry estava ficando louco com aquilo. Eu não fui a única, Vicky e Inara também perceberam. Quando vi que todos estavam meio afastados de nós virei-me para Harry:
– Certos hábitos nunca mudam não é?
– Ahn? – despertou-se do transe meio confuso. Eu apenas ri. Ele corou imediatamente.
Zayn apareceu pela sala com um rapaz, parecia ter uns 19 anos, era bonito, parecia curtir rock pesado, apesar de sua aparência dizer totalmente o oposto, vi que o rosto de Inara se iluminou.
– Gente este é Jake, é meu amigo do colégio e eu o reencontrei hoje. Então o chamei para jantar com a gente.
O cumprimentamos, mas ele pareceu se encantar com Inara, os dois faziam um casal bonito.
– Cadê seu namorado? – perguntou Niall, ele devia estar super feliz por ele não ter vindo.
– Deu um bolo na gente como sempre. – respondeu Vicky.
– Como assim? – entrava na conversa agora Liam.
– Sabe como é... Essas pessoas que não tem compromisso... – falou Vicky, mas senti uma ponta de ironia em sua voz.
– Não esqueça que o seu namorado também foi com ele, portanto deve ser algo importante. – Vicky não falou mais nada, apenas me encarou friamente. Liam sentindo a tensão mudou de assunto.
– Vamos jantar? – perguntou. Todos assentiram e sentaram a mesa.
Havia duas empregadas que nos serviram lasanha, amava lasanha, com certeza Niall fez isso de propósito, mas ele acertou ainda me conhecia bem. Estava dando falta de duas pessoas naquela mesa, Harry e Rafa não estavam conosco. “Ai meu Deus!” pensei.

Rafaela

O quarto de Harry era bem bonito, sua cama estava bagunçada, mas ele não queria fazer nada naquela cama.
– Vem comigo. – ele me puxou. Obedeci como uma boa garotinha. Estávamos agora em seu banheiro, era imenso. Ele sorriu maliciosamente para mim e eu correspondi.
Ele fez uma trilha de beijos em mim, passando do ombro até a boca, me perdi em seus lábios, eu estava tão excitada. Arranquei sua blusa e ele apenas levantou meu vestido para cima. Ele sentou-me no balcão que tinha no banheiro e em um rápido movimento, tirou meu vestido inteiro, eu estava sem sutiã, aquilo havia o deixado excitado, percebi em seu olhar. Ele deixou dois chupões em meu corpo, um no pescoço e outro no ombro.
– Vamos andar logo com isso, logo sentirão nossa falta. – disse, ele apenas assentiu e tirou sua calça.
Ele usava uma cueca Box e para provoca-lo enfiei minha mão sobre sua cueca e trouxe seu pênis para fora. Fiquei de boca aberta, “Meu Deus, que sedução” pensei. Ele deu um sorriso pervertido e tirou minha calcinha, pegou-me no colo de novo e deitou-me no chão do banheiro, que desconfortável. Olhou-me com um ponto de interrogação e assenti com a cabeça. Ele penetrou devagar, não tinha tempo para aquilo, então o virei e o fiz ficar deitado no chão, comecei a cavalgar em seu pênis, ele pareceu ter ficado surpreso. Soltei um gemido alto, ele me calou com uma mão e com outra deu um tapa na minha bunda para eu continuar. Obedeci a e continuei a cavalgar. Ficamos uns 5min fazendo aquilo bem rápido, ele murmurava algumas palavras sem vergonhas para mim e eu ficava cada vez mas excitada. Quando finalmente tive um orgasmo e ele sentiu também. Deitei-me sobre seu peito nu arfando e ele também estava arfando. Ele ia começar a me beijar, mas fomos interrompidos por Milena, que estava na porta do banheiro vendo aquela cena. No mesmo segundo Harry se sentiu envergonhado e pegou sua calça para cobrir seu pênis, eu apenas a ignorei, já estava acostumada com Milena sempre me pegando no flagra.

Milena

– Dá próxima vez, usem a inteligência que Deus deu a vocês e tranquem a porta. – disse com repulsa. – Vim avisar que a lasanha está quase acabando, então venham comer logo. – Rafa se levantou rapidamente e se vestiu como se nada tivesse acontecido.
– Que fominha... – ela disse saindo do banheiro. – Harry você não vem? – perguntou naturalmente.
– Já vou. – ele disse meio confuso.
Já estávamos no corredor, pigarreei para Rafa, ela me olhou naturalmente, como se nada tivesse acontecido.
– Rafa, é a última vez que te dou cobertura, se não fosse eu que tivesse pegados vocês no flagra e aí? O que vocês iriam fazer?
– Ok, desculpe. Mas sabe como é... Não se pode desperdiçar uma chance como essa. – ela disse.
– Vocês estão namorando?
– Que mané namorar o que, só queria saber como era transar com o mais safado da banda, ele não significa nada pra mim.
Acho que Harry ouviu, pois saiu do quarto bufando, mal olhou para Rafa e lançou-me um olhar suplicante para não contar nada, assenti. Depois disso ele partiu para a mesa.
– Você é uma puta. – foi a única coisa que consegui dizer.
– Eu sei. – ela saiu rebolando seu quadril e sentou-se a mesa como se nada tivesse acontecido. Continuei parada no corredor fitando a mesa de longe.
– Tá suadinho em Harry. – brincou Louis. Harry ficou constrangido, mas os ignorou e deu garfadas rápidas, em seu pedaço de lasanha.
Caminhei de volta à mesa e sentei-me. Olhei para Vicky para lhe contar o que havia acontecido, mas parecia estar brava comigo ainda. Ela se afastou da mesa e sentou-se no sofá, Liam seguia cada movimento dela com os olhos.
– Vai lá. – sussurrei para ele encorajando-o.
– Não, ela tem namorado.
– E dai? Eu também tenho e nem por isso Niall desiste de me encher. – ele riu.
– Ok. – e saiu.

Liam

Sentei-me ao lado de Vicky, ela parecia estar bem frustrada ou irritada com algo, ou alguém. Ela era linda, por um momento esqueci todo o sofrimento que tinha em relação à Dani, só pensava em Vicky agora.
– Tudo bem? – perguntei a ela.
– Bom... Na verdade não.
– É sobre Milena?
– Também, mas há tantas coisas me preocupando.
– Gostaria de desabafar? – escapou. Ela me olhou com uma cara tipo “Sério?”, eu sorri que nem um bobão.
– Primeiro, é o namorado da Milena, ela não vê que ele é um idiota.
– Ele a trai?
– Eu desconfio, mas acho que não, acho apenas que ela merece coisa melhor, ele é um grosso, infantil e não sabe respeitar o espaço dela.
– Entendo, e você como boa amiga, quer alertá-la sobre isso?
– Isso, exatamente isso. – ela sorriu e aquilo me deixou hipnotizado. – Liam, agora me diz uma coisa: O que você faria se fosse fazer algo e temesse do que aconteceria depois? – perguntou-me seria.
– Bom, eu pensaria se é realmente isso que eu quero, depois de obter a certeza eu faria sem medo algum, as consequências, bom, fazem parte. A gente aprende com os erros. E como você irá saber se nem tentou? – ela ficou pensativa, droga. Que ver que estraguei tudo.
– Obrigada Liam, você me ajudou bastante. – dito isso ela deu-me um beijo na bochecha. – É um ótimo amigo. – “Amigo? Não, não, não, seu idiota, você quer ser mais que um amigo”, pensei comigo.

Milena

Saí da mesa e dirigi-me ao banheiro, encarei-me no espelho, precisava tomar alguma atitude, precisa mostrar a Niall que não precisava dele, só que o problema era que eu precisava. Só de pensar em ter que abandoná-lo, embrulhava-me o estômago. Mas também era errado com Lucas, afinal aonde Lucas e Thiago haviam ido? Quando chegássemos à casa de Ian faria os dois explicarem tudinho. Vicky estava irritada comigo porque a contrariei, será se tudo o que eu faço está errado?
Passei um pouco de água em meus braços, para aliviar a tensão em que eu estava. Depois de secar meus braços, saí do banheiro e já ia voltando a mesa, quando senti alguém me puxando pela mão, era Niall. Ele me puxou para seu quarto e trancou.
– O que você quer? – perguntei irritada.
– Quero conversar, apenas conversar. Por favor, me ouça.
– Seja breve.
– Eu quero pedir desculpas pelo o que eu fiz com você no passado... – eu ia começar a interrompê-lo, mas ele foi mais rápido. – Por favor, deixe eu terminar. – assenti. – Eu me lembro de todas as palavras e carícias de amor que nós trocamos. De cada lugar que íamos, lembro-me de todas as sextas irmos à pizzaria de seu avô e nos lambuzarmos lá. – deixei escapar um sorriso. – Lembro-me até da última mensagem que você deixou no facebook quando partiu, dizia “Lembre-se que você me ama”, e eu lembrei, estou aqui ainda porque eu ainda te amo. – ele me olhou com seus olhos azuis, ele não podia fazer isso comigo. – Não quero que você largue se namorado e corra para meus braços. – arqueei uma de minhas sobrancelhas – Tá eu admito, eu quero sim, mais não vou força-la a nada. Só peço uma chance para provar que eu mudei e depois você decide com quem quer ficar.
– Niall, eu odeio você. – foi o que eu consegui dizer, senti seu rosto murchar – Odeio você, porque sempre consegue me hipnotizar com esses seus olhos. – ele abriu um sorriso.
– Prometo que não vai se arrepender. – garantiu-me, “É, eu espero que não.”, pensei. – Que tal amanhã a gente sair pra botar o papo em dia? – eu já ia abrindo a boca pra responder que não, mas ele novamente me interrompeu. – Por favor, só um encontro de amigos, nada mais. – pensei no assunto, que mal poderia haver em um encontro de amigos? Muita coisa. Mas como eu não obedeço minha mente incrível eu fiz que sim com a cabeça. Ele abraçou-me forte e pude sentir seu perfume. “Oh Deus, por quê?” pensei.